Publicidade

Arquivo da Categoria Siena

sábado, 7 de janeiro de 2012 Internazionale, Lazio, Parma, Serie A, Siena | 20:32

O campeonato das defesas?

Compartilhe: Twitter

Dois jogos, nove gols marcados pelos times da casa: Siena 4 x 0 Lazio e Inter 5 x 0 Parma. Goleadas inapeláveis que iniciam o 2012 do Campeonato Italiano, que até então contava com média de 2,43 gols por partida. Não era esse o torneio das defesas?

Diego Milito vs Parma (Corsport)

Ele voltou: Milito chegou ao sexto gol no campeonato

É claro que os vencedores têm boa parte do mérito pelos resultados alcançados no sábado (7/1), mas é fato que Lazio e Parma se apresentaram com defesas vexaminosas.

A Lazio merece o maior puxão de orelha. O time romano virou o ano com a terceira melhor defesa do campeonato e começa 2012 tendo que explicar uma derrota embaraçante. Levar quatro gols de um time que não marcava há cinco jogos beira o absurdo. Mais absurdo do que isso, só as oportunidades que o Siena perdeu durante a partida: o 4 x 0 ficou barato para uma equipe que aceitou ser agredida durante 90 minutos.

No primeiro gol do Siena, Destro correu com a bola por pelo menos 40 metros. Um avanço vertical, rumo ao gol laziale, sem ser parado por nenhum defensor. O mesmo Destro causaria a expulsão do goleiro Bizzarri, no fim do primeiro tempo. O camisa 22 passou (nem precisou driblar) por dois na grande área e acabou derrubado pelo arqueiro da Lazio. E o mesmo Destro fecharia o placar, de cabeça, desviando uma bola que Biava nem tentou tirar. Com os pífios Scaloni e Stankevicius nos lugares de Konko e André Dias, a defesa da Lazio fez o Siena parecer o Barcelona.

Em Milão, minutos mais tarde, a história foi parecida. Em um 4-4-2 disposto em linhas preguiçosas, o Parma praticamente se entregou à Inter. Com liberdade, Álvarez passeava pelo ataque nerazzurro, sempre levando complicação para os marcadores do Parma, sempre atrasados. Não demorou para que ele recebesse uma bola na esquerda, livre, aos 12 minutos de jogo. De primeira, cruzou; de primeira, Milito abriu o placar.

O inédito miolo de zaga do Parma sofreu bastante na partida. Brandão, que estreou na temporada, não fazia um jogo completo há dois anos. Deu para notar. Ele e Paletta não se entenderam em momento algum. Juntos, ainda falhariam feio nos terceiro e quarto gols da Inter. Para não falar do meio-campo mal liderado por Morrone, que não conseguia ganhar nenhuma bola rebatida – e assim Motta e Faraoni fizeram golaços de fora da área.

Na Itália, derrotas são difíceis de engolir. Derrotas com panes defensivas costumam derrubar treinadores. Só uma goleada por cinco gols de diferença havia ocorrido até agora, na Serie A. Depois dela, Malesani acabou devidamente demitido. Seria de uma bondade ingênua apostar que Colomba, treinador do Parma, consiga permanecer no cargo.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012 Fiorentina, Siena | 18:07

SdV, parte 4: Perto demais da rabeira

Compartilhe: Twitter

Setenta quilômetros separam Siena e Florença. Três pontos separam os times de cada cidade, no campeonato. É a vez de Fiorentina e Siena terem suas campanha passadas a limpo no Show da Virada (SdV). A vida não está fácil para ninguém ali na Toscana:

Fiorentina (14º lugar, 18 pontos, 15 gols marcados e 15 sofridos em 16 jogos)

Stefan Jovetic (AP)

Stefan Jovetic

“Life is now”, diz o slogan da Vodafone. A vida é agora, mas ninguém na Fiorentina parece ter se atentado a isso. A direção do clube, encabeçada pelo diretor esportivo Corvino, ainda vive do passado e mantém no elenco jogadores que não têm mais nada a dar ao clube. E que nem parecem estar interessados em jogar no mesmo nível a que haviam se acostumado.

Mihajlovic perdeu o cargo por causa disso e saiu de Florença cuspindo marimbondos. O principal alvo do treinador sérvio era o meia Vargas, irreconhecível durante o primeiro semestre da temporada. Gilardino também sumiu: ex-artilheiro, marcou apenas dois gols até agora e conseguiu se mandar. Depois de dois anos cavando uma transferência, passou a treinar com o Genoa. Quem não consegue sair é Montolivo.

O meia da seleção italiana permanece no clube contra a própria vontade e não têm jogado nada: em 13 jogos, nenhum gol, só uma assistência e um índice de erros de passe absurdo, pois falha uma a cada cinco tentativas. Com isso, bola para Jovetic, que tem levado o time nas costas. O montenegrino finaliza, em média, cinco vezes por partida e já marcou sete gols na temporada, recorde pessoal. Difícil entender como será a reta final da temporada, pois a torcida já deixou claro que não suporta mais jogar o campeonato sem ambições.

Siena (16º lugar, 15 pontos, 15 gols marcados e 17 sofridos em 16 jogos)

Zeljko Brkic (Getty Images)

Zeljko Brkic

Se você quer emoção, passe longe dos jogos do Siena. Além de realizar um estilo de jogo mais concentrado, o time toscano ainda sofre com a falta de um bom centroavante. Não é à toa que a equipe é a que menos finaliza na Serie A (média de 10,6 chutes a gol por jogo) e a que menos acerta o alvo (3,4 por partida). E não é à toa que o dérbi com a Fiorentina terminou em um modorrento 0 x 0.

Com pouco dinheiro em caixa, o Siena tem de se acertar com contratações baratas e jovens desconhecidos. Sannino, treinador estreante na Serie A, tem feito bom trabalho. Primeiro, acertou a defesa. O até então desconhecido Brkic tem se mostrado um dos melhores goleiros do campeonato. Na linha de quatro defensores, ninguém destoa – a exceção é o experiente Contini, único zagueiro do time com experiência internacional, mas que já foi parar no banco.

No ataque, porém, exceção é o que funciona. O jovem Destro não tem sido titular, mas já marcou três gols na Serie A, e o capitão Calaiò, com cinco tentos, é o artilheiro da equipe. Todo o resto por ali é decepção, a começar pelo brasileiro Reginaldo. Além de conseguir um bom centroavante, também seria de bom tom reforçar o meio-campo. Vergassola perdeu o fôlego e a titularidade, mas Bolzoni não o substitui bem. As opções para os lados no 4-4-2 de Sannino têm sido traumáticas. Na direita, Mannini e Ângelo não se firmaram; na esquerda, Gazzi, Brienza e Sestu se revezam, também sem sucesso.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 22 de setembro de 2011 Roma, Serie A, Siena | 18:15

Questão de tradição

Compartilhe: Twitter

Se partidas de futebol tivessem 80 minutos, em vez de 90, a Roma ainda estaria na Liga Europa e já teria vencido na Serie A. E, possivelmente, possuiria pelo menos o dobro de títulos do que tem. Não é difícil arrumar culpados pelo empate de com o Siena, nesta quinta-feira – da mesma forma como sempre foi fácil apontar o indicador em diversos resultados históricos. Questão de tradição. Tão certo quanto “existem coisas que só acontecem com o Botafogo”, a Roma gosta de… romar.

Luis Enrique (Reuters)

Por enquanto, tradição vai batendo o "pojéto"

O verbo poderia ser “decepcionar”, “amarelar”, “arrefecer”. Ou algo mais composto como “sofrer o inacreditável”. Para ficar nos últimos anos, que tal a derrota de virada para a Sampdoria que valeu um título italiano a menos? A nova Roma tem ótimos projetos, ganhará um novo estádio em dois ou três anos, aposta em bons jovens, dá espaço a uma filosofia interessante de jogo, busca novos espaços de merchandisign. Mas esbarra nesta velha tradição das romadas, verbo que virou substantivo.

Em apenas cinco jogos até aqui, Luis Enrique usou 26 atletas. Pode ser interessante para conhecer o que tem em mãos e manter o grupo motivado, porém não dá para esperar que um time seja montado com tantas alterações. Da concentração ao estádio, tem sido normal que pelo menos dois jogadores percam a titularidade. Se o resultado não vem rápido, o ambiente se mostra mais propenso a mudanças. A torcida aplaudiu os últimos esforços. Contra o Siena, as vaias finalmente chegaram.

Todos os treinadores que passam pela Roma lamentam o difícil ambiente, tão predisposto a crises exageradas e decisões tomadas de cabeça quente. Tempo será necessário, mas já é possível ver avanços. Não é qualquer time que consegue ter 70% de posse de bola e acertar mais de 600 passes em um jogo, por exemplo. Domingo, será a vez de enfrentar o Parma. Enquanto os aperfeiçoamentos não chegam, que a tradição continue.

Curtas
- A inconstância de Kjaer impressiona. Bom no desarme e na interceptação, o dinamarquês ainda salvou um gol sobre a linha. Falta aprender a marcar.

- José Ángel já se mostra uma aposta vitoriosa. Excelente no apoio, tem melhorado na marcação e puxou a jogada para o único gol da Roma. Tem tudo para se tornar um dos melhores na posição.

- Totti continua longe demais do gol. Assim, só consegue finalizar nas cobranças de falta. Mais recuado, esbanja belos passes, mas parece chegar sem fôlego ao fim da partida.

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 29 de julho de 2011 Fiorentina, Siena | 17:25

Ah, o amor

Compartilhe: Twitter
PARMA, ITALY - FEBRUARY 06:  Gaetano D'Agostino of ACF Fiorentina celebrates scoring the first goal during the Serie A match between Parma FC and ACF Fiorentina at Stadio Ennio Tardini on February 6, 2011 in Parma, Italy.

20 jogos, 5 gols marcados e um amor para recordar

Nesta semana, foi realizado o sorteio que definiu o calendário da Serie A 2011-12. O campeonato começará em 27 de agosto, com o dérbi toscano entre Siena e Fiorentina. A partida marcará o primeiro grande reencontro da temporada: Gaetano D’Agostino e sua Fiorentina.

D’Agostino é um cara pegajoso. Nasceu na Sicília e foi revelado pela Roma, mas não perde a chance de mostrar todo o amor que tem pela Fiorentina. Um amor não correspondido, coitado. Ele estava por lá em co-propriedade com a Udinese. Ficou só um ano. Quando viu que o negócio estava salgando, começou a tornar público seu sentimento. De nada adiantou: a Fiorentina ofereceu ínfimos 50 mil euros para contratá-lo de vez e ele teve de voltar à Udinese, que o repassou ao Siena.

Desde que saiu da Fiorentina, a paixão de D’Agostino virou piada. Foram dezenas de entrevistas nas quais ele dizia que estava saindo de Florença, mas deixaria ali seu coração. Quando foi contratado pelo Siena, comemorou: bastaria 1h de carro e voltaria a Florença. Abstraiu a rivalidade toscana e só tinha olhos para o ex-clube. Depois do sorteio, que o colocará contra seu amor platônico, é claro que D’Ago falou à imprensa. Entre outras coisas, que continua a amar a cidade, que foi vendido rápido demais e que não vai comemorar se marcar gols.

Em resumo: um corno de respeito, hein, Reginaldo?

Para ver os jogos da 1ª rodada, com horários de Brasília, siga aí: Leia mais »

Autor: Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 22 de abril de 2011 Extracampo, Siena | 08:35

Estádio no fundo do poço

Compartilhe: Twitter

Líder da Serie B e a uma vitória em cinco jogos de confirmar o retorno à primeira divisão, o Siena tem uma ideia inovadora. A equipe toscana contratou um escritório de arquitetura, que projetou um estádio semi-subterrâneo para que o time deixe o Artemio Franchi, estádio da prefeitura que não é reformado há bons anos.

O plano do grupo responsável pelo design se baseia nos antigos teatros gregos de arena e ganhou até prêmio internacional pela inovação. O estádio deve ter 20 mil lugares (caberia nele mais de um terço da população da cidade) e teto retrátil. Isso tudo se conseguir se livrar de um “pequeno” problema: o Siena não tem grana para o projeto e ainda não conseguiu parceiros para a empreita.

O projeto está orçado em 68 milhões de euros, algo em torno de 155 milhões de reais. Ou seja, seria possível construir sete estádios subterrâneos em Siena com o 1,1 bilhão previsto para a reforma do Maracanã. Sorte a nossa que não resolveram escavar nada por aqui. As projeções:

Autor: Tags: , , , , ,